
(EUA, 2008, 66 min. Direção: Adriana Barbaro, Jeremy Earp)
Indispensável para quem tem crianças!
"Consuming Kids, a Comercialização da Infância", trata de como as grandes corporações utilizam-se da infância para gerar lucros gigantescos, vendendo todo o tipo de produtos, muitas vezes, de forma desonesta, desumana e pouco ética, tornando-as vulneráveis na idade mais delicada de suas vidas.
Cada vez mais os brinquedos representam personagens de TV, reduzindo o poder de imaginação, deixando as crianças menos criativas. Cada vez mais substitui-se a brincadeira de rua pela tela de TV ou computador. Com isso as crianças estão tornando-se mais obesas e menos atentas. O número de casos de disfunção bipolar infantil é 4 vezes maior que há 30 anos atrás, sem falar em outras doenças crescendo assustadoramente nessa faixa etária como diabetes, depressão, hipertensão.
Os comerciais de Fast-food, brinquedos, roupas, até mesmo automóveis para os pais são feitos utilizando-se de profissionais como psicólogos e antropólogos, desviando o ciência para uma única direção: o lucro.
Cada vez mais os brinquedos representam personagens de TV, reduzindo o poder de imaginação, deixando as crianças menos criativas. Cada vez mais substitui-se a brincadeira de rua pela tela de TV ou computador. Com isso as crianças estão tornando-se mais obesas e menos atentas. O número de casos de disfunção bipolar infantil é 4 vezes maior que há 30 anos atrás, sem falar em outras doenças crescendo assustadoramente nessa faixa etária como diabetes, depressão, hipertensão.
Os comerciais de Fast-food, brinquedos, roupas, até mesmo automóveis para os pais são feitos utilizando-se de profissionais como psicólogos e antropólogos, desviando o ciência para uma única direção: o lucro.
"Estamos criando uma geração de superconsumidores."
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A violência simbólica se dá através de uma dominação sutil sobre indivíduos ou grupos frágeis politica, econômica, culturalmente etc. Normalmente realizado por instituições e classes dominantes, essa violência, ou imposição, tem como principal objetivo a coesão social e a reprodução de certas relações e valores (arbitrários) numa sociedade. De tal maneira que, se bem sucedida, o dominado não notará sua condição, pelo contrário: a legitimará. A revolta se corta pela raiz.
ResponderExcluirEssa situação é injusta pelo simples fato de ser um jogo de poder que se utiliza de uma fraqueza para a perpetuação da mesma, ao mesmo tempo que afirma uma dominação, legitimada pelo próprio dominante que não se vê enquanto tal. Porém, a busca de culpados individuais, ou personificações dos dominantes é pouco e ineficaz para a solução do problema: a ideologia que move os agentes é de certa forma inconsciente, produto coletivo e histórico de uma classe. No popular, a burguesia não se reune numa mesa e decide seus valores, estes são sim produtos de relações concretas que coordenam a ação. Por isso, por mais que um indivíduo seja "de boa vontade" de nada servirá: é a estrutura social a última instância de determinação.
Ora, tem-se em mente, quando se fala de violência simbólica, que esta se aplica de maneira sofisticada, discursiva etc. pois é produto de anos de aperfeiçoamento. Porém se imagina que esta se dá em invidíduos minimamente formados, na escola, igreja, exército etc. O impressionante do marketing infantil é que este se mostra um exemplo pavoroso de como as classes dominantes conseguem hoje atingir o público mais frágil "orgânicamente" falando (mental, emocionalmente etc.), que nem chegou a um maturamente pleno de suas habilidades motoras, cogtivas... Na realidade é uma construção direta do subjetivo ainda não formado de um ser socialmente indefeso; a imposição mais cínica e mecânica e violenta simbolicamente.
Por trás de toda essa formatação mental coletiva, típica de uma sociedade do controle, ou administrada, estão os especialistas, os quadros, os intelectuais, formados pelas "democráticas" universidades dos países dominantes. Grupos de psicólogos, sociólogos que usam descaradamente a ciência a serviço da dominação mercadológica, e que no fundo se acham "éticos" já que primam pela liberdade individual/empresarial e pela livre expressão de ideias, apoiados nos mitos liberais de individualidades estanques e plenamente responsáveis cujas ações nunca ultrapassam o seu quintal. E se utrapassar, você não vai tolir suas sagradas liberdades individuais de explorar e oprimir, ou vai?
O totalitarismo é a mercantilização de cada esfera da vida. Mas o castelo de areia, quanto mais guardas tiver a sua vigia, e com mais violência e técnica agirem, é só um indício de quão fraco está sua estrutura.